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Brasileira deu à luz aos 61 anos: qual a idade máxima para engravidar?

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O útero demora mais para envelhecer do que os ovários, o que possibilita uma gravidez após os 60 anos, com óvulos doados

Grávidas não devem consumir álcool durante a gestação, alerta Sociedade de Pediatria de São Paulo

Quanto mais tarde for a gravidez, maiores são os riscos de saúde. (Jupiterimages/ Thinkstock/VEJA/VEJA)

Desde que as mulheres decidiram entrar no mercado de trabalho e construir uma carreira antes de formar uma família, os filhos vêm nascendo cada vez mais tarde. E graças aos avanços da medicina reprodutiva, como a inseminação artificial e a fertilização in vitro, mesmo mulheres na menopausa são capazes de ter filhos.

Esse foi o caso, por exemplo, da auxiliar de enfermagem Ana Maria Portelo Moreira, de 61 anos, de Londrina, no Paraná, que deu à luz na semana passada ao seu primeiro filho. O pequeno Ian nasceu no dia 30 de outubro, após 39 semanas de gestação — tempo considerado normal para uma gravidez. Assim, como muitas mulheres, Ana Maria priorizou os estudos e a carreira durante os seus anos férteis, o que adiou o seu sonho de ser mãe.

E ela não é a única mãe acima dos 60 anos. Este ano, a indiana Erramati Mangayamma, de 74 anos, deu à luz a gêmeas. Em 2016, outra indiana, Daljinder Kaur, de 72 anos, também teve um filho por reprodução assistida. Na Espanha, María del Carmen Bousada Lara teve gêmeos, em 2006, aos 67 anos. “Casos assim se tornarão cada vez mais frequentes nas próximas décadas”, comenta Edson Borges, especialista em reprodução assistida do Fertility Medical Group.

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Isso levanta a pergunta: até que idade a mulher consegue ficar grávida de forma natural ou artificial?

Gravidez tardia

Uma mulher pode conceber de forma natural até os 45 anos, embora a partir dos 38 anos, essa capacidade vá reduzindo drasticamente. No caso da reprodução assistida com óvulos próprios, a idade da mulher também fica em torno dos 45 anos, mas o especialista aconselha que a retirada seja feita até os 30 anos para aumentar as chances de gestação.

A idade está aumentando. Hoje, é mais comum mulheres acima dos 50 anos se submeterem a tratamentos para engravidar.  “Quando o óvulo ou o esperma é doado, como foi o caso Ana Maria, não há limite de idade. “O útero demora mais para envelhecer do que os ovários, o que aumenta a possibilidade uma gravidez acima dos 60 anos”, explica Borges, responsável pelo caso de Ana Maria.

O que vai determinar se a mulher pode ou não passar por um procedimento de reprodução assistida é a sua condição de saúde. Não pode haver problemas cardíacos, ginecológicos e/ou psicológicos. Todas essas avaliações são necessárias, pois uma gestação tardia traz diversos riscos, incluindo obesidade, hipertensão, diabetes gestacional e parto prematuro, por exemplo.

É importante que o útero também esteja funcional, caso contrário, não há como o embrião ser implantado já que não há um ambiente favorável para o seu desenvolvimento. “Por trabalhar na área da saúde, Ana Maria foi cuidadosa com a própria saúde. Os resultados dos exames mostraram que ela tinha capacidade de passar por uma gestação de forma segura”, conta Borges.

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Por causa disso, o especialista recomenda que qualquer mulher que pretenda adiar a chegada dos filhos, mantenha uma vida saudável e realize avaliações ginecológicas periodicamente.

Caso Ana Maria

Em 2013, quando decidiu que estava na hora de ter filhos, Ana Maria entrou na fila de adoção, mas sentiu imensas dificuldades em encontrar uma criança recém nascida, como era o seu desejo. Em 2015, ela recorreu a uma clínica de reprodução assistida.

A jornada para gerar a criança não foi fácil. A primeira tentativa de implantação de um embrião — formado por espermatozoides e óvulos doados — aconteceu no final de 2015, mas a gestação não evoluiu. Outras quatro tentativas foram feitas, mas não foi possível implantar os embriões, pois Ana Maria teve um estreitamento no útero que impediu o procedimento.

“Para fazermos essas tentativas, tivemos que descongelar o material biológico em todas elas. Isso prejudica a qualidade do embrião e reduz as chances de concepção. Felizmente, Ana Maria teve sorte e conseguiu gerar Ian quando finalmente conseguimos implantar o segundo embrião no útero dela”, comentou Borges.

O pequeno Ian nasceu saudável, pesando 3,4 quilos e medindo 47,5 centímetros. Os dois receberam alta do hospital na sexta-feira passada, um dia após o parto.

Fonte:VEJA

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Orgasmo cerebral: você já teve um?

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Imagine esse cenário: Você teve um dia cansativo, chega em casa e deita no seu sofá e uma brisa fresca entra pela janela. Você relaxa seu corpo inteiro e coloca seu fone. Você escuta o som de uma mulher gentilmente falando dentro de seus ouvidos. Ela sussurra, intimamente exalando sua respiração enquanto alterna entre um lado e o outro, causando um arrepio que corre seu corpo. É isso, você acabou de ter um orgasmo cerebral!

Ou melhor: você é uma das felizardas portadoras da Resposta Sensória Meridiana Autônoma (ASMR, na sigla em inglês para autonomous sensory meridian response). O nome complicado se refere a uma sensação curiosa e formigante, conhecida em alguns cantos da internet como um orgasmo cerebral.

Pessoas afetadas pelo ASMR costumam ter sensações distintas, o que torna sua descrição algo complicado. Em alguns casos, estímulos diversos podem causar reações de prazer físico intenso. Enquanto para outros a resposta de seu organismo se resume a um quase hipnótico estado de relaxamento e felicidade.

Porém uma das reações mais comuns é uma sensação de formigamento no interior e no topo da cabeça, que pode se estender para baixo pelo pescoço e até mesmo chegar aos braços e pernas. Os fanáticos pelo assunto afirmam que há uma distinção óbvia entre o ASMR e um simples arrepio.

Embora sussurros com uma voz sedosa sejam um dos principais gatilhos, qualquer coisa entre o som que uma caneta faz quando alguém desenha em um pedaço de papel e um discurso monótono e ritmado pode causar um episódio, variando de pessoa para pessoa. E não são apenas estímulos sonoros que podem fazer você ter uma das sensações de um orgasmo cerebral.

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Para algumas pessoas, a sensação de que alguém está se concentrando exclusivamente em você – como quando um oftalmologista examina seus olhos ou uma cabeleireira corta suas madeixas – também funciona. Ter alguém gentilmente traçando linhas nas suas costas ou acariciando seu cabelo é outra possível causa para a sensação familiar.

Mesmo com tantas possibilidades, existem também aqueles que simplesmente não sentem nada. Para saber se esse é o seu caso ou não, a única forma é testar por conta própria. Ainda que não exista um padrão que funcione para absolutamente todas as pessoas, há alguns temas que aparecem com certa recorrência nos relatos de quem já teve um episódio de ASMR:

Vozes suaves e calmantes;

Sussurros bem próximos a um microfone ou aos ouvidos;

Tons de voz equilibrados, controlados;

Ruídos feitos com a boca, como estalar os lábios;

Atenção pessoal exclusiva, como receber cortes de cabelo, maquiagem ou exames médicos;

Ver a realização de trabalhos manuais feitos com precisão;

Sons de batidas leves e repetitivas em materiais diversos;

Ruídos suaves de materiais raspando ou cliques sucessivos;

Manuseio cuidadoso de objetos preciosos;

“Barulhos brancos”, como zumbidos baixos ou som de chuva.

Algumas pessoas acreditam que o ASMR é uma resposta residual oriunda da nossa primeira infância. Um eco da atenção cuidadosa dos nossos pais e do efeito relaxado da voz de uma mãe sobre seu bebê. Já outros pensam que isso está mais relacionado a uma questão evolutiva que data de nossas raízes como primatas, algo como uma recompensa sensorial por nos submetermos aos cuidados de outros membros dos nossos grupos.

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Cientificamente comprovado ou não, o fato é que tem muita gente que sente e acredita nos no orgasmo cerebral. Já existe uma sólida e crescente comunidade de “ASMRístas” no YouTube e em outras páginas, produzindo uma enorme quantidade de material voltado especificamente para os gatilhos distintos de seus espectadores.

De acordo com o Google Trends, as buscas no YouTube para ASMR mais que dobraram de janeiro de 2018 a janeiro de 2019. São 13 milhões de vídeos sobre o tema. Já o Instagram registrou mais de 5 milhões de vídeos do tipo, o que colocou o ASMR como uma das grandes tendências de 2018 na rede social.

Funciona, basicamente, assim: diante da câmera, os youtubers fazem movimentos lentos e repetitivos, como o de um lápis escrevendo sobre a folha, e sussurros e ruídos suaves, tipo o de amassar papéis. Do outro lado, o espectador vai relaxando. Em “Vídeo para dar soninho”, Mariane Carolina Rossi, dona do canal Sweet Carol, o maior do Brasil sobre o assunto (1,2 milhão de assinantes e vídeos que somam 220 milhões de visualizações), bate e arrasta as unhas sobre uma caixa de papelão e faz os sons “tuc tuc” e “sh sh” com a boca. Em outro, varre suavemente a lente com um pincel de maquiagem enquanto sussurra palavras gentis.

A jovem criou um canal para falar sobre bullying na escola, mas mudou o foco para ASMR depois que uma seguidora disse que sua voz era “calminha e ajudava a dormir”. Passou a ganhar dinheiro e trocou a carreira de enfermeira pela de ASMRtist, como é conhecido quem faz esse tipo de vídeo.

FONTE:FOLHA MAX

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Banho de sol no períneo traz vários riscos

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Uma prática perigosa está se popularizando pelas redes sociais: banho de sol no períneo. Depois que uma influenciadora digital publicou uma foto alegando que a atitude traria benefícios — como aumento da energia vital, da libido e melhora na qualidade do sono — outras pessoas passaram a imitá-la. Mas especialistas alertam que a exposição solar desta região pode trazer riscos à saúde.

— Não existe nenhum estudo científico que comprove o benefício ao se pegar sol na região íntima — afirma a dermatologista Luiza Lopes.

O períneo é a região entre os órgãos genitais e o ânus.

— A região íntima é uma área de pele mais fina e com mais inervação sensitiva. Qualquer trauma nessa região, como uma queimadura solar, pode ser de mais difícil cicatrização e mais dolorosa, principalmente se estiver depilada, o que hoje é mais comum, tanto em homens quanto em mulheres — explica a dermatologista Natasha Crepaldi.

Por isso, não é indicado tomar sol no períneo, porque pode causar queimaduras de primeiro e segundo graus, causar bolhas, fissuras e rachaduras. De acordo com Luiza Lopes, pode ser grande o incômodo para o paciente.

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Foi o que aconteceu com o ator Josh Brolin, que interpreta o vilão Thanos na saga do cinema ‘‘Vingadores’’. Ele usou as redes sociais para alertar seus seguidores sobre o perigo da prática. O ator afirma que sofreu queimaduras na região anal.

“Não faça isso! Eu passaria o dia fazendo compras com a minha família e, em vez disso, estou colocando gelo e passando cremes anti queimaduras por causa da dor”, revelou o ator em uma rede social.

A exposição solar desprotegida aumenta o risco de desenvolvimento de câncer de pele, como explica Elimar Gomes, coordenador do Dezembro Laranja, campanha contra o câncer de pele da Sociedade Brasileira de Dermatologia:

— O melanoma pode acontecer em qualquer lugar da pele e mucosas. Mesmo em áreas não expostas ao sol, como a mucosa oral e genital.

FONTE:FOLHA MAX

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