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Carros

Carro usado: como calcular se vale ou não a pena gastar com um deles.

Publicado

Mateus Bruxel/Folhapress

Imagem: Mateus Bruxel/Folhapress

Felipe Carvalho

Colaboração para o UOL

12/12/2019 04h00

Uma dúvida comum, principalmente em tempos de crise econômica, é: qual a real necessidade de ter um carro? Será que é inteligente manter um bem tão caro em nossas garagens, levando em consideração os diversos custos e manutenção periódica?

Não tenho dúvidas de que o automóvel é fundamental para uma boa parcela de pessoas, mas percebo que o fantasma da manutenção ainda é motivo de preocupação, principalmente nos usados com bons quilômetros rodados.

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Eu, como Caçador de Carros e proprietário de veículos usados há 18 anos, digo a você que manter um usado não é tão difícil como parece. A chave da questão é sempre fazer manutenções periódicas e seguir o que o fabricante recomenda.

Observo que muitas pessoas, infelizmente, são enganadas na hora de deixar seus carros numa oficina, seja concessionária ou particular. E, quando aparecem orçamentos impagáveis, o mito da manutenção cara se alastra.

Certa vez avaliei uma Mitsubishi Pajero TR4 2014 para um cliente. Esse jipinho era de uma única dona, tinha pouco menos de 50 mil km rodados em ciclo urbano e apresentava um rico histórico de manutenção, com todas as revisões feitas em concessionária. O que me causou espanto foi quando soube que a ex-dona pagou mais de R$ 4 mil na revisão de 40 mil km.

Não fazia nenhum sentido, pois um carro nessa quilometragem exige manutenção básica. Como ela poderia ter pago tão caro numa revisão? Na nota fiscal, observei itens que não fazem parte do pacote de revisão e todos eles com valores completamente fora da realidade de mercado.

Depois que ela disse que não entendia nada de carros e que sempre deu carta branca à concessionária, ficou claro que a coitada foi passada para trás descaradamente.

De importante foi feito a troca de óleo do motor e do câmbio, filtros de óleo, ar e cabine e a troca do líquido do sistema de arrefecimento. Fora isso, ela pagou por aditivos e otimizadores de combustível, descarbonizantes de motor e de válvulas, limpeza de bicos injetores, limpeza externa de motor, lavagem externa do carro com aplicação de cera, pasta para tirar ruídos de freio e de suspensão e odorizador no filtro de cabine.

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Todos esses itens na base da “empurroterapia”, que não fazem parte do cronograma de manutenção do carro, somadas com os itens importantes e a mão de obra, deram a quantia de R$ 4 mil. Impressionante!

A verdade é que a manutenção de um jipinho como esse é muito simples nesses primeiros 40 mil km. Faltou a ela conhecimento para não ser enrolada pelo pessoal da assistência técnica dessa oficina.

Um grande amigo, dono de um Sentra 2016, quase passou por algo parecido. Após ter feito sete revisões em concessionária, com intervalos de 10 mil km entre elas, foi fazer a oitava e quase infartou com o orçamento de R$ 12 mil – cerca de 20% do valor de mercado do seu carro. No orçamento foi recomendado troca dos amortecedores e do motor da ventoinha. Claro que ele não autorizou o serviço.

Recomendei que levasse num outro mecânico, da minha confiança, que fez o mesmo por R$ 5 mil. Entendo que alguns dirão que continuou caro, mas, por esse valor, ainda teve a substituição do óleo do câmbio automático, algo que não estava no orçamento da concessionária.

Exemplos de notas fiscais com valores astronômicos não faltam. Já vi Civic com orçamento de R$ 12 mil, Corolla com NF de R$ 10 mil e por aí vai. Sempre que analiso essas NFs, a conclusão sempre é a mesma: o dono foi passado para trás.

Já eu tenho me surpreendido cada vez mais com o meu Sentra 2008, que já passou dos 210 mil km e continua demonstrando muita saúde como um carro de uso diário.

Costumo guardar todos os comprovantes de manutenções, e fui somá-los para usar como referência nessa coluna. Foram pouco mais de R$ 11.700 em quatro anos de uso e quase 75 mil km rodados, uma média de R$ 1.500 a cada 10 mil km.

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Nesse valor estão incluídos itens caros como pneus, amortecedores, além de coisas corriqueiras como pastilhas, filtros e fluidos. Tivesse eu comprado um Sentra 0km, lá em 2015, e feito essas revisões absurdas, teria perdido muito mais dinheiro, além da alta desvalorização que se tem nos primeiros anos de um carro.

Para entender isso em números: um Sentra SV 2015 custava R$ 70 mil quando novo. Hoje, o mesmo carro tem Tabela Fipe de R$ 46 mil. Já o meu Sentra tinha Tabela Fipe de R$ 27 mil em 2015, e hoje de pouco mais de R$ 23 mil. Ou seja, a desvalorização do novo foi equivalente ao valor de um usado.

Isso sem falar no IPVA, que por ser proporcional ao valor do carro, é bem mais barato em modelos de carros usados.

Para resumir: se você não quer correr o risco de ser enganado, comece a entender um pouco mais sobre seu carro seguindo essas dicas:

– Leia o manual de serviços, observe o cronograma de manutenção e siga os intervalos de trocas dos principais itens. Salvo casos de desgastes prematuros, constatados pelo mecânico, siga o cronograma de manutenção que tem no manual do seu carro.

– Participe de grupos de proprietários de carros iguais ao seu e troque experiências com eles. Você vai se surpreender com dicas que podem fazer aquele problemão ser resolvido de forma mais simples e barata.

– Procure por oficinas tradicionais com depoimentos positivos nas redes sociais.

Concluindo meu raciocínio: nunca, em nenhum dos meus carros, precisei gastar uma fortuna com manutenção. Os gastos maiores foram com pneus e peças de suspensão, itens que podemos planejar com antecedência a troca.

Eventualmente um outro gasto mecânico pode ocorrer, mas garanto que, na maioria das vezes, aquela famosa revisão a cada 10 mil km é barata, e longe do que tenho visto acontecer. Fique atento!

FONTE:UOL

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Carros

De Bugatti a Cadillac: veja os 10 carros com os maiores motores da história.

Publicado

Reprodução Do UOL Em São Paulo (SP) 06/06/2020 04h00

Se a indústria automotiva no momento busca cada vez mais diminuir seus motores e deixa-los mais eficientes para controlar as emissões, já houve um tempo em que isso não era uma preocupação. E mesmo fazendo um carro se tornar pesado demais ou pouco econômico, fabricantes investiam pesado no conceito em nome do desempenho. Veja aqui alguns dos principais exemplos na história:

Os 10 carros com os maiores motores da história

Bentley 8-Litre (8,0 litros)

Se havia um hipercarro nos anos 1930, era certamente este aqui. Não apenas porque somente 100 foram feitos, mas também por seu motor de 8 litros – absolutamente distante da realidade dos carros da época. Seus 220 cv o transformavam em um dos carros de rua mais potentes… em 1931.

Bugatti Veyron (8,0 litros)

O carro francês leva a capacidade de seu motor de 8 litros W16 à prova, chegando a impressionantes 407 km/h com seus 987 cv de potência. Com quatro turbos e 64 válvulas, são necessários dez radiadores para manter a unidade na temperatura correta.

Chevrolet Suburban (8,1 litros)

Com um corpo grande e pesado, o Suburban necessitava de um motor “à altura”. Assim, de 2001 a 2006, o motor Vortec V8 de 340 cv foi oferecido como o maior para o modelo. No fim, a unidade foi cortada da produção pelo grande consumo de combustível.

Cadillac Eldorado (8,2 litros)

O Eldorado foi lançado em 1953, mas foi sendo atualizado ao longo dos anos e em 1970 teve seu motor aumentado para 8,2 litros, produzindo modestos 400 cv. Obviamente, o propulsor acabou sendo estrangulado pelas leis nos anos seguintes devido a sua alta emissão. Em 1976, o motor dispunha de apenas 190 cv.

Dodge Ram (8,3 litros)

Utilizando o mesmo motor do Viper, a Ram SRT-10 oferecia em 2004 – ano de seu lançamento – cerca de 500 cv. Sua força era impressionante, com o carro indo de 0 a 100 km/h em 4,9 segundos e chegando a cerca de 233 km/h.

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Carros

Volkswagen lança novo Golf GTI com 245 cavalos e câmbio manual

Publicado

Além dele, versões híbrida, GTE, e diesel, GTD, também foram reveladas. Modelos serão lançados oficialmente no Salão de Genebra, na próxima semana.

A Volkswagen se antecipou ao Salão de Genebra, que acontece na próxima semana, e revelou as novas versões esportivas do Golf 8: GTI, GTD e GTE.

Mais conhecido no Brasil, o Golf GTI agora tem 245 cavalos – são 15 cv a mais do que a geração anterior, que saiu de linha no Brasil no final do ano passado.

Ele será oferecido, de série, com câmbio manual de 6 marchas, para a alegria dos puristas. Opcionalmente, há uma transmissão de dupla embreagem e 7 marchas.

Volkswagen Golf GTI — Foto: DivulgaçãoVolkswagen Golf GTI — Foto: Divulgação

Volkswagen Golf GTI — Foto: Divulgação

GTE para o Brasil?

Porém, as chances de o GTI voltar ao Brasil são bem pequenas. A Volkswagen, como indicou o presidente da empresa na América do Sul, Pablo Di Si, indicou que a preferência deve ser pelo híbrido, GTE, o único Golf vendido atualmente no Brasil.

Mas isso não é tão ruim, pelo contrário. O GTE teve um considerável aumento na potência, saindo dos atuais 204 cv para os mesmos 245 cv do GTI. O motor 1.4 turbo a combustão continua entregando os 150 cv. Porém, o propulsor elétrico agora rende 115 cv.

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Volkswagen Golf GTE — Foto: DivulgaçãoVolkswagen Golf GTE — Foto: Divulgação

Volkswagen Golf GTE — Foto: Divulgação

Vale lembrar que a potência de veículos híbridos nem sempre é a soma dos dois motores. Além disso, o GTE pode ser carregado na tomada, e rodar até 60 km no modo 100% elétrico, graças ao aumento de 50% na capacidade da bateria. A transmissão é de dupla embreagem e 6 marchas, criada especialmente para veículos híbridos.

Já o Golf GTD, versão esportiva, mas com motor a diesel, agora tem 200 cv em seu 2.0 de 4 cilindros. Os três modelos alcançam a velocidade máxima de 210 km/h.

Assinatura nas luzes

Assinatura visual dos novos Volkswagen Golf esportivos — Foto: DivulgaçãoAssinatura visual dos novos Volkswagen Golf esportivos — Foto: Divulgação

Assinatura visual dos novos Volkswagen Golf esportivos — Foto: Divulgação

A principal característica visual dos Golf esportivos é o conjunto de 10 lâmpadas auxiliares de LED, posicionadas na tomada de ar inferior do hatch – 5 de cada lado.

Além disso, a tradicional “maquiagem” esportiva foi preservada. O nome Golf foi suprimido. Em seu lugar, a tampa do porta-malas ostenta apenas a sigla correspondente à versão: GTI, GTE ou GTD.

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A temática das cores também está presente. Uma fina barra logo acima da grade indica qual versão se trata. Ela pode ser vermelha para o GTI, azul para o GTE ou prata para o GTD. Essa mesma barra recebe, pela primeira vez, iluminação por LEDs.

Mais tecnologia

Interior do Volkswagen Golf GTI — Foto: DivulgaçãoInterior do Volkswagen Golf GTI — Foto: Divulgação

Interior do Volkswagen Golf GTI — Foto: Divulgação

A Volkswagen também caprichou no pacote tecnológico. Agora, as versões esportivas contam com quadro de instrumentos digital de 10,25 polegadas e central multimídia de 10 polegadas.

Todas as versões esportivas do Golf vêm de fábrica com alerta de mudança de faixa, frenagem automática com detecção de pedestres, ar-condicionado digital, faróis de LED e rodas de 17 polegadas (aros 18 e 19 são opcionais). E os bancos de tecido com tema xadrez também está presente.

Banco em tecido com tema xadrez do Golf GTI — Foto: DivulgaçãoBanco em tecido com tema xadrez do Golf GTI — Foto: Divulgação

Banco em tecido com tema xadrez do Golf GTI — Foto: Divulgação

Saída dupla de escape do Golf GTI — Foto: DivulgaçãoSaída dupla de escape do Golf GTI — Foto: Divulgação

Saída dupla de escape do Golf GTI — Foto: Divulgação

Fonte: G1

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