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De investimento a rejeição: Luxa revê Verdão em situação similar à de 2007

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O anúncio de Vanderlei Luxemburgo como técnico do Palmeiras, exatamente 12 anos depois de sua chegada para a última passagem pelo clube (quando foi campeão paulista, em 2008), tem semelhanças das situações do Verdão com a de agora. O treinador também contava com uma capacidade de investimentos em reforços, a missão de comandar uma reformulação para armar uma equipe ofensiva e com uma rejeição de parte da torcida.

Vanderlei Luxemburgo tinha missão e cenário parecidos há 12 anos no Palmeiras (Reginaldo Castro/Lancepress!)

Vanderlei Luxemburgo tinha missão e cenário parecidos há 12 anos no Palmeiras (Reginaldo Castro/Lancepress!)
LANCE! aponta similaridades dos Palmeiras de dezembro de 2007 com agora:Estilo ofensivo
Agora, Luxemburgo foi escolhido como opção depois de uma temporada sem títulos, com um time que investiu em reforços, mas não teve o desempenho em campo que se desejava. Há 12 anos, também foi assim, apesar de a temporada de 2007 ter sido bem pior do que a de 2019.

O Palmeiras passou 2007 sob o comando de Caio Junior, aposta jovem da diretoria e mantida mesmo depois de cair na segunda fase da Copa do Brasil (para o Ipatinga, nos pênaltis) e na primeira do Campeonato Paulista. Mas não renovou após perder a vaga na Libertadores perdendo por 3 a 1 para o Atlético-MG, no Palestra Itália, na última rodada do Campeonato Brasileiro.

Torcedores e conselheiros reclamavam não só da falta de resultados da equipe, que chegou a perder em casa do Juventude, que seria rebaixado, e empatar em Natal diante de um América-MG já com o descenso matematicamente selado. Percebeu-se que o estilo de jogo era travado, com meio-campistas demais. E Luxemburgo era a solução para impor coragem dentro de campo.

Reformulação
O presidente Mauricio Galiotte indicou uma profunda reformulação do elenco ao anunciar as demissões do diretor de futebol Alexandre Mattos e do técnico Mano Menezes, há 15 dias. E essa missão ainda não foi executada de maneira eficiente porque falta um novo treinador. Caberá a Luxemburgo capitanear essa missão, como ocorreu há 12 anos.

O Verdão já tinha realizado intensa mudança no elenco para 2007, e ficou definido que seria necessário um perfil vencedor no grupo. Chegaram nomes como os atacantes Alex Mineiro, campeão brasileiro pelo Athletico como desta em 2001, Kleber Gladiador, acostumado a levantar troféus na Ucrânia, e Denilson, vencedor da Copa do Mundo de 2002, e o zagueiro Henrique, que tinha ganhado a Série B do ano anterior pelo Coritiba. Ao mesmo tempo, atletas importantes saíram, como Edmundo, um dos maiores ídolos do Verdão.

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Investimento em reforços
O Palmeiras conta agora com Crefisa e Faculdade das Américas (FAM), que desembolsam um dos maiores patrocínios da América Latina. Em 2007, Luxemburgo tinha ao seu lado a Traffic, empresa que investia basicamente em reforços para o elenco e tornava o Verdão forte no mercado.

O técnico aproveitou a parceria para dar aval, por exemplo, à contratação de Diego Souza (hoje no Botafogo), então promissor meia que se destacou no Grêmio vice-campeão da Libertadores em 2007. Também chegaram os já citados Kleber e Atlético-MG, além de ter sido mantido outros nomes, como o volante Pierre, reforço pedido ainda em 2007, por Caio Junior.

Investidor não paga salários, mas apoia
Leia Pereira, proprietária de Crefisa e a FAM e conselheira do Palmeiras, repete frequentemente que não interfere nas escolhas técnicas, apenas ajudando financeiramente. Há 12 anos, a Traffic indicava e trabalhava diretamente na busca por reforços, já que era a sua função na parceria (não era um patrocínio), mas seus dirigentes asseguravam que não tiveram qualquer participação na escolha de Luxemburgo nem pagariam seus salários. Porém, aprovaram. Como Leila Pereira deixou claro agora, com seguidas mensagens de apoio ao técnico em suas redes sociais depois do anúncio oficial da sua contratação.

Contrato longo
Como em 2007, uma demonstração de confiança é que Luxemburgo chega com um contrato de duas temporadas. Agora, o vínculo do técnica acaba em dezembro de 2021, quando se encerra o mandato de Galiotte. Há 12 anos, a aposta era ainda maior: Affonso Della Monica seria presidente só até o fim de 2008, deixado para seu sucessor o último ano de contrato com o treinador. E foi justamente por um desentendimento com Luiz Gonzaga Belluzzo, presidente em 2009, que Luxa foi demitido, em junho daquela temporada.

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Rejeição da torcida
Antes mesmo do anúncio oficial, surgiu um movimento nas redes sociais contrário à contratação de Vanderlei Luxemburgo. Em dezembro de 2007, houve algo similar. O técnico ainda estava marcado por sua passagem anterior, quando saiu do Palmeiras após a primeira rodada do Brasileiro de 2002, e o time acabou rebaixado. Em sua reestreia, em 2008, no começo da campanha do título paulista, ouviu das arquibancadas “Ô Luxemburgo, presta atenção. A Mancha Verde não perdoa traição” em vitória sobre o Sertãozinho, na Arena Barueri, com o Verdão como mandante.

– Não gostei. Desnecessário e inoportuno. Sou um profissional do futebol, não um traidor. Fiz o que um profissional deveria fazer e não me arrependo. Saí do Palmeiras por não concordar com as coisas que estavam acontecendo no clube naquele momento. Espero que a torcida não abandone o time nos momentos mais difíceis. Vou me dedicar ao máximo para ajudar o Palmeiras e fazer a Mancha feliz, mas, se entender que tenho que sair por não concordar com alguma coisa, há uma cláusula que permite a rescisão tanto de minha parte quanto da do Palmeiras – declarou o treinador, na época.

Vice-presidente próximo do futebol
O gerente de futebol Cícero Souza foi mantido e o Palmeiras já contratou Anderson Barros como diretor executivo, mas em um modelo de gestão bem diferente do que tinha com Alexandre Mattos por cinco anos: os vice-presidentes Paulo Roberto Buosi, Alexandre Zanotta, José Eduardo Caliari e o diretor financeiro Davi Gueldini em uma espécie de comitê gestor.

Em 2007, Vanderlei Luxemburgo chegou a um Palmeiras com importantes figuras políticas próximas ao futebol. O vice-presidente Gilberto Cipullo, por exemplo, atuava diretamente no departamento, com Luiz Gonzaga Belluzzo, então diretor de planejamento e futuro presidente, também presente na área.

FONTE:TERRA

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Esportes

Presidente da Fifa apoia discussão sobre redução de teto salarial

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O presidente da Fifa, Gianni Infantino, revelou ser a favor de impor um teto salarial devido à crise causada pela pandemia do coronavírus. Em vídeo publicado pela entidade, o suíço revelou que essa ideia se encaixa em uma série de “propostas interessantes”.

Infantino é a favor de redução salarial (Foto: AFP)

Infantino é a favor de redução salarial (Foto: AFP)
– De tetos salariais a limites de taxas de transferência, ou outros mecanismos de taxação, à possível obrigação a entidades administrativas, organizadores de competições e clubes de construir reservas ou contribuir a fundos de reservas que possam ser usados em momentos de necessidade como agora – disse, em comunicado por vídeo.

 Eu pessoalmente advogo a favor de regulações financeiras mais claras e rígidas, impondo princípios de total transparência e boa administração, e não restringi-los apenas ao sistema de transferências, mas estendê-los a todo o ecossistema do futebol – acrescentou.

Aleksander Ceferin, correspondente na Uefa, defende a ideia desde 2017 e a retomou durante a pandemia. Ele citou a possibilidade de uma “taxa de luxo”, uma espécie de punição financeira aos clubes que excedessem o limite de teto salarial imposto.

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Nesta semana, a Fifa pediu “bom senso” às entidades diante as manifestações de jogadores da Bundesliga em apoio a George Floyd, homem negro morto por um policial branco nos EUA.

FONTE:TERRA

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Esportes

Witzel cita retomada de setor popular no Maracanã: ‘Nosso geraldino vai voltar’

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Em entrevista ao canal oficial do Flamengo no YouTube, governador do Rio também elogiou a gestão atual do Maracanã – de Fla e Flu, em uma Sociedade de Propósito Específico

Estádio mais popular do país, o Maracanã, gerido atualmente por uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) com Flamengo e Fluminense, está perto de ter uma “geralzona” de novo. É o que assegura Wilson Witzel, governador do Rio de Janeiro, em entrevista à FLA TV.

– O Maracanã nessa nova configuração terá de volta a “geralzona”, o geraldino vai estar de volta ao estádio. Já está no projeto de legislação, e quem ganhar vai ter que colocar a geral, pois foi uma proposta que assinei na Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro). Nosso geraldino vai voltar.

O espaço popular, em local onde, atualmente, se encontra setores inferiores do estádio, está engatilhado quanto aos meios legais.

E, ainda na entrevista ao canal oficial do Flamengo no YouTube, Witzel elogiou o gerenciamento do estádio e frisou que a nova licitação – prevista para novembro – dará ao vencedor o direito de administrar o Maracanã pelos próximos 35 anos.

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Geral do Maracanã era um símbolo histórico da cultura do esporte no Brasil (Foto: Reprodução)

Geral do Maracanã era um símbolo histórico da cultura do esporte no Brasil (Foto: Reprodução)

Foto: Lance!

Wilson Witzel falou à FLA TV (Foto: Reprodução / YouTube)

Wilson Witzel falou à FLA TV (Foto: Reprodução / YouTube)

Foto: Lance!

Esta fala emendou-se à da retomada dos jogos (Campeonato Carioca), mas sem público, cujo decreto foi publicado no Diário Oficial no último sábado.

– Estou muito satisfeito, estou vendo o estádio muito bem cuidado e nós temos um desafio agora, porque o Flamengo vai ter que retomar as atividades, nós estamos autorizando o retorno dos jogos sem público, e todos os clubes vão ter um grande desafio para retomada desse campeonato. O estado está recebendo, os clubes estão lucrando e isso é muito importante, movimenta a econômica, gera emprego, gerando oportunidades. Estou muito satisfeito com essa administração. Espero que o Flamengo tenha toda sorte do mundo, assim como os outros clubes. Esse projeto entregará o Maracanã pelos próximos 35 anos ao vencedor da licitação – completou o governador.

No dia 28 de maio, Flamengo e Fluminense protocolaram estudos técnicos realizados nos últimos meses em relação à operação do Maracanã, na Casa Civil, no âmbito Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI).

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Antes, no dia 7 de maio, com assinaturas recolhidas de forma virtual, Fla e Flu assinaram, junto ao Governo do Estado do Rio, um novo termo de permissão de gestão do estádio, o que ocorre desde abril de 2019. O atual acordo é válido por mais 180 dias, ou seja, até novembro deste ano.

FONTE:TERRA

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