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Documentário da HBO mostra acesso inédito de sauditas à autoescola

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Em junho de 2018, pela primeira vez na história, foi permitido que mulheres dirigissem legalmente pelas ruas da Arábia Saudita. Um ano depois, as vidas dessas novas motoristas ilustram mudanças sociopolíticas, mas escancaram diversas contradições que ainda permeiam o reino ultraconservador.

No Brasil, tirar a carta de motorista pode parecer uma prática mundana. Mas o documentário Autoescola para mulheres sauditas, dirigido por Erica Gornall, que estreia na terça-feira, 12, às 10h05 no canal HBO, conta uma história completamente diferente.

Quando o rei Salman bin Abdulaziz Al Saud suspendeu formalmente a legislação que proibia as mulheres de dirigir ficou claro para o resto do mundo tratar-se apenas de um ato progressista isolado. O documentário observa que, apenas cinco semanas antes do fim da proibição, pelo menos dez ativistas que publicamente pediram pela mudança foram presas e marcadas como traidoras na imprensa estatal.

Nem três meses após a decisão real, o jornalista dissidente Jamal Khashoggi foi brutalmente assassinado no consulado saudita em Istambul. De acordo com as Nações Unidas, o crime condenado internacionalmente foi de responsabilidade do príncipe herdeiro Mohammed bin Salman (MBS). Além disso, a Arábia Saudita também lidera a distância uma guerra civil no Iêmen, que gerou uma das mais graves crises humanitárias do século.

Mesmo assim, Autoescola para mulheres sauditas mostra que conduzir um carro após décadas de repressão pode representar uma mudança de paradigma.

A autoescola retratada no documentário, localizada na capital Riad, é a maior do país e só recebe alunas mulheres. Não forma apenas condutoras, mas oferece através da habilitação novas oportunidades de emprego, mais independência e o prazer de dirigir pelas impressionantes paisagens desérticas.

Sarah Saleh, uma das personagens entrevistadas por Gornall, passou mais de uma década trabalhando em uma concessionária de veículos, privada da oportunidade de usufruir de um produto que ela mesma vendia. Quando seu pai faleceu há alguns anos, a saudita, que mora com a mãe e a irmã, ficou completamente dependente de táxis para locomover-se. Mas sua carta de motorista finalmente possibilitou uma vida de mais liberdade.

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No documentário, a antropóloga Madawi al-Rasheed, autora de História da Arábia Saudita, diz que as segregações de gênero estão entrando em colapso, mas ainda há um longo caminho pela frente.

“Nós, mulheres, aprendemos a dirigir no deserto, onde não podiam nos ver”, afirma a condutora Shahad al-Humaizi. Depois de suspensa a proibição, a menina que pegou no volante pela primeira vez aos 13 anos, sentada no colo do pai e protegida pelas gigantes dunas, tornou-se motorista de Uber. Quem usa o aplicativo sempre se surpreende ao ver uma mulher, e muitos ainda cancelam corridas por conta disso, ela conta.

Al-Humaizi aproveita os trajetos para entrevistar seus passageiros sobre a mudança na legislação. Apesar da monarquia absolutista saudita não dar espaço para questionar os atos do rei, um deles afirmou que “tinha medo” de ter uma mulher ao volante e outro temia as consequências da igualdade entre os sexos, porque “mulheres são mais emocionais por natureza”.

No mesmo tom, quando uma das instrutoras da autoescola, Amal, é entrevistada em sua casa ao lado da família, seu marido compara a mulher saudita muçulmana a uma palmeira. A árvore é muito valorizada no país, mas é melhor mantê-la em ambiente fechado para ser protegida, não exposta ao ar livre e às condições que a farão “murchar e morrer”.

Sistema de tutela

Um dos motivos pelos quais a Arábia Saudita é considerada ultraconservadora é o controle metódico exercido sobre as mulheres. Embora a conquista de dirigir seja importante, o sistema de tutela no país estabelece que todas precisam de um homem “guardião”, ou tutor — um pai, irmão, marido, tio. “É como se as mulheres ainda fossem menores de idade durante a vida adulta”, explica a antropóloga al-Rasheed.

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Entre as restrições, é obrigatório o consentimento masculino para que uma mulher saia da prisão, saia de um abrigo de abuso doméstico ou se case. Além disso, as mulheres, diferentemente dos homens, não podem transmitir a cidadania para seus filhos e não podem dar consentimento para que seus filhos se casem.

O sistema está longe de ser abolido, mas parece estar sendo desmontado lentamente. Durante as filmagens do documentário, ainda não era permitido que as sauditas dirigisse sem o consentimento de seus tutores, o que limitava o poder adquirido com a carta de motorista. Mas em agosto deste ano, o rei suspendeu a necessidade de autorização para viagens, para solicitar passaportes, registrar casamento, divórcio ou nascimento de crianças.

A Arábia Saudita já não é o reino ocluso e anacrônico de alguns anos atrás e, a passos lentos, faz um avanço ali e outro aqui.
A previsão é de que o número de mulheres motorizadas chegue a 3 milhões em 2020. Só que, enquanto o Estado se coloca como protagonista e motor das transformações políticas e sociais, a liberdade de expressão é limitada.

As ativistas presas em 2018 por exigir a permissão para dirigir, consideradas traidoras, também pediam pelo fim do sistema de tutela. Apesar das mudanças feitas, 13 mulheres ainda estão na prisão aguardando julgamento. Mas Autoescola para mulheres sauditas mostra que, à medida que mais e mais mulheres pegam a estrada, vai ficar mais difícil para o rei controlar as mudanças a conta-gotas.

 

Fonte:VEJA

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Orgasmo cerebral: você já teve um?

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Imagine esse cenário: Você teve um dia cansativo, chega em casa e deita no seu sofá e uma brisa fresca entra pela janela. Você relaxa seu corpo inteiro e coloca seu fone. Você escuta o som de uma mulher gentilmente falando dentro de seus ouvidos. Ela sussurra, intimamente exalando sua respiração enquanto alterna entre um lado e o outro, causando um arrepio que corre seu corpo. É isso, você acabou de ter um orgasmo cerebral!

Ou melhor: você é uma das felizardas portadoras da Resposta Sensória Meridiana Autônoma (ASMR, na sigla em inglês para autonomous sensory meridian response). O nome complicado se refere a uma sensação curiosa e formigante, conhecida em alguns cantos da internet como um orgasmo cerebral.

Pessoas afetadas pelo ASMR costumam ter sensações distintas, o que torna sua descrição algo complicado. Em alguns casos, estímulos diversos podem causar reações de prazer físico intenso. Enquanto para outros a resposta de seu organismo se resume a um quase hipnótico estado de relaxamento e felicidade.

Porém uma das reações mais comuns é uma sensação de formigamento no interior e no topo da cabeça, que pode se estender para baixo pelo pescoço e até mesmo chegar aos braços e pernas. Os fanáticos pelo assunto afirmam que há uma distinção óbvia entre o ASMR e um simples arrepio.

Embora sussurros com uma voz sedosa sejam um dos principais gatilhos, qualquer coisa entre o som que uma caneta faz quando alguém desenha em um pedaço de papel e um discurso monótono e ritmado pode causar um episódio, variando de pessoa para pessoa. E não são apenas estímulos sonoros que podem fazer você ter uma das sensações de um orgasmo cerebral.

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Para algumas pessoas, a sensação de que alguém está se concentrando exclusivamente em você – como quando um oftalmologista examina seus olhos ou uma cabeleireira corta suas madeixas – também funciona. Ter alguém gentilmente traçando linhas nas suas costas ou acariciando seu cabelo é outra possível causa para a sensação familiar.

Mesmo com tantas possibilidades, existem também aqueles que simplesmente não sentem nada. Para saber se esse é o seu caso ou não, a única forma é testar por conta própria. Ainda que não exista um padrão que funcione para absolutamente todas as pessoas, há alguns temas que aparecem com certa recorrência nos relatos de quem já teve um episódio de ASMR:

Vozes suaves e calmantes;

Sussurros bem próximos a um microfone ou aos ouvidos;

Tons de voz equilibrados, controlados;

Ruídos feitos com a boca, como estalar os lábios;

Atenção pessoal exclusiva, como receber cortes de cabelo, maquiagem ou exames médicos;

Ver a realização de trabalhos manuais feitos com precisão;

Sons de batidas leves e repetitivas em materiais diversos;

Ruídos suaves de materiais raspando ou cliques sucessivos;

Manuseio cuidadoso de objetos preciosos;

“Barulhos brancos”, como zumbidos baixos ou som de chuva.

Algumas pessoas acreditam que o ASMR é uma resposta residual oriunda da nossa primeira infância. Um eco da atenção cuidadosa dos nossos pais e do efeito relaxado da voz de uma mãe sobre seu bebê. Já outros pensam que isso está mais relacionado a uma questão evolutiva que data de nossas raízes como primatas, algo como uma recompensa sensorial por nos submetermos aos cuidados de outros membros dos nossos grupos.

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Cientificamente comprovado ou não, o fato é que tem muita gente que sente e acredita nos no orgasmo cerebral. Já existe uma sólida e crescente comunidade de “ASMRístas” no YouTube e em outras páginas, produzindo uma enorme quantidade de material voltado especificamente para os gatilhos distintos de seus espectadores.

De acordo com o Google Trends, as buscas no YouTube para ASMR mais que dobraram de janeiro de 2018 a janeiro de 2019. São 13 milhões de vídeos sobre o tema. Já o Instagram registrou mais de 5 milhões de vídeos do tipo, o que colocou o ASMR como uma das grandes tendências de 2018 na rede social.

Funciona, basicamente, assim: diante da câmera, os youtubers fazem movimentos lentos e repetitivos, como o de um lápis escrevendo sobre a folha, e sussurros e ruídos suaves, tipo o de amassar papéis. Do outro lado, o espectador vai relaxando. Em “Vídeo para dar soninho”, Mariane Carolina Rossi, dona do canal Sweet Carol, o maior do Brasil sobre o assunto (1,2 milhão de assinantes e vídeos que somam 220 milhões de visualizações), bate e arrasta as unhas sobre uma caixa de papelão e faz os sons “tuc tuc” e “sh sh” com a boca. Em outro, varre suavemente a lente com um pincel de maquiagem enquanto sussurra palavras gentis.

A jovem criou um canal para falar sobre bullying na escola, mas mudou o foco para ASMR depois que uma seguidora disse que sua voz era “calminha e ajudava a dormir”. Passou a ganhar dinheiro e trocou a carreira de enfermeira pela de ASMRtist, como é conhecido quem faz esse tipo de vídeo.

 

FONTE:FOLHA MAX

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Banho de sol no períneo traz vários riscos

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Uma prática perigosa está se popularizando pelas redes sociais: banho de sol no períneo. Depois que uma influenciadora digital publicou uma foto alegando que a atitude traria benefícios — como aumento da energia vital, da libido e melhora na qualidade do sono — outras pessoas passaram a imitá-la. Mas especialistas alertam que a exposição solar desta região pode trazer riscos à saúde.

— Não existe nenhum estudo científico que comprove o benefício ao se pegar sol na região íntima — afirma a dermatologista Luiza Lopes.

O períneo é a região entre os órgãos genitais e o ânus.

— A região íntima é uma área de pele mais fina e com mais inervação sensitiva. Qualquer trauma nessa região, como uma queimadura solar, pode ser de mais difícil cicatrização e mais dolorosa, principalmente se estiver depilada, o que hoje é mais comum, tanto em homens quanto em mulheres — explica a dermatologista Natasha Crepaldi.

Por isso, não é indicado tomar sol no períneo, porque pode causar queimaduras de primeiro e segundo graus, causar bolhas, fissuras e rachaduras. De acordo com Luiza Lopes, pode ser grande o incômodo para o paciente.

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Foi o que aconteceu com o ator Josh Brolin, que interpreta o vilão Thanos na saga do cinema ‘‘Vingadores’’. Ele usou as redes sociais para alertar seus seguidores sobre o perigo da prática. O ator afirma que sofreu queimaduras na região anal.

“Não faça isso! Eu passaria o dia fazendo compras com a minha família e, em vez disso, estou colocando gelo e passando cremes anti queimaduras por causa da dor”, revelou o ator em uma rede social.

A exposição solar desprotegida aumenta o risco de desenvolvimento de câncer de pele, como explica Elimar Gomes, coordenador do Dezembro Laranja, campanha contra o câncer de pele da Sociedade Brasileira de Dermatologia:

— O melanoma pode acontecer em qualquer lugar da pele e mucosas. Mesmo em áreas não expostas ao sol, como a mucosa oral e genital.

FONTE:FOLHA MAX

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