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‘Me prostituí para pagar meus estudos e hoje me arrependo’

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Pesquisa com estudantes no Reino Unido apontou que 1 em cada 25 universitários já tentou ganhar dinheiro com algum tipo de atividade sexual, incluindo sexo por dinheiro, encontros com homens mais velhos e venda de calcinhas ou cuecas usadas.

Quando ficou sem dinheiro e passou a furtar leite de outros estudantes, decidiu que só havia uma opção para conseguir obter renda.

Silhouetted characters on beach
Silhouetted characters on beach

Foto: Getty Images / BBC News Brasil

Ele, que concedeu seu relato sob condição de anonimato, se prostituiu para outros homens quando era um estudante adolescente a fim de ganhar entre 20 e 120 libras por programa (algo entre R$ 105 e R$ 630).

“Essa possibilidade de trabalho meio que sempre esteve no meu radar como uma forma fácil de ganhar dinheiro em tempos difíceis. Mas eu só fiz isso quando realmente precisava”, afirmou.

Quando seus pais descobriram, puseram um fim na atividade. Ele, que nunca falou sobre isso com ninguém, agora tem emprego, mas afirma não julgar estudantes sem dinheiro que buscam sobreviver.

“Eu me arrependo ao olhar para trás. Mas se eu me visse novamente na mesma situação, talvez eu fizesse o mesmo”, disse.

Dinheiro emergencial

Uma pesquisa com estudantes no Reino Unido apontou que 1 em cada 25 universitários já tentou ganhar dinheiro com algum tipo de atividade sexual, incluindo encontros com homens mais velhos, venda de calcinhas ou cuecas usadas e transar em troca de dinheiro.

Segundo o site Save the Student, que realizou o levantamento com mais de 3 mil universitários, a proporção de estudantes que disseram ter ganhado dinheiro com esse tipo de atividade dobrou nos últimos dois anos.

Outros 6% disseram que estariam dispostos a fazer algum tipo de atividade de cunho sexual caso precisassem emergencialmente de dinheiro.

Quase 4 em cada 5 estudantes temem não ter dinheiro suficiente para pagar as contas todo mês, segundo o mesmo levantamento da Save the Student.

Uma estudante ouvida pela BBC afirmou, sob condição de anonimato, ficar chocada com a quantidade de colegas que ganham dinheiro desse jeito.

“Eu nunca fui tão pobre na minha como quando era estudante, porque o aluguel era muito caro. Eu só tinha o suficiente para comprar uma pizza pré-pronta por dia”, relatou.

Desesperada, ela encontrou informações em redes sociais sobre como ganhar dinheiro em sites de fetiche. Passou a ganhar mais de 100 libras (quase R$ 530) por semana vendendo fotos e vídeos de seus pés.

“Eu era transparente sobre isso. Meu pai sabia, meu namorado sabia. Não me arrependo porque eu achei um jeito de ganhar dinheiro para comer.”

“Mas o difícil é a vida universitária ter me empurrado para isso, o que é injusto. Sempre me ressenti disso.”

O levantamento da Save the Student deste ano identificou que 57% dos entrevistados afirmam que preocupações financeiras afetaram sua saúde mental, uma alta de 11 pontos percentuais em relação ao ano anterior.

Para a psicoterapeuta Hannah Morish, a atividade econômica de cunho sexual também pode levar a quadros de ansiedade e depressão.

Mulher na cama de sutiã segura cédulas de dinheiro
Mulher na cama de sutiã segura cédulas de dinheiro

Foto: Getty Images / BBC News Brasil

“Pode haver uma sensação de isolamento por causa do estigma em torno disso. Assim, se um estudante passa por uma experiência negativa ou perigosa, pode se sentir incapaz de falar sobre isso e agravar seu isolamento social.”

Ela defendeu que faculdades e entidades estudantis ofereçam acompanhamento e espaço físico e digital para apoiar estudantes que considerem ganhar dinheiro com esse segmento.

Jake Butler, da Save the Student, cobrou que as políticas de financiamento estudantil sejam prioritárias.

“É preocupante que a parcela de estudantes envolvidos em atividades de cunho sexual e prostituição tenha dobrado nos últimos dois anos, mas não é surpreendente, dada a situação financeira que os estudantes enfrentam”, disse.

Há quase 2,3 milhões de estudantes no ensino superior do Reino Unido, sendo 20% estrangeiros.

O governo britânico estipula o valor máximo da anuidade que as universidades podem cobrar e o aluno pode optar por contrair o empréstimo oficial ou simplesmente bancar o custo com recursos próprios.

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Banho de sol no períneo traz vários riscos

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Uma prática perigosa está se popularizando pelas redes sociais: banho de sol no períneo. Depois que uma influenciadora digital publicou uma foto alegando que a atitude traria benefícios — como aumento da energia vital, da libido e melhora na qualidade do sono — outras pessoas passaram a imitá-la. Mas especialistas alertam que a exposição solar desta região pode trazer riscos à saúde.

— Não existe nenhum estudo científico que comprove o benefício ao se pegar sol na região íntima — afirma a dermatologista Luiza Lopes.

O períneo é a região entre os órgãos genitais e o ânus.

— A região íntima é uma área de pele mais fina e com mais inervação sensitiva. Qualquer trauma nessa região, como uma queimadura solar, pode ser de mais difícil cicatrização e mais dolorosa, principalmente se estiver depilada, o que hoje é mais comum, tanto em homens quanto em mulheres — explica a dermatologista Natasha Crepaldi.

Por isso, não é indicado tomar sol no períneo, porque pode causar queimaduras de primeiro e segundo graus, causar bolhas, fissuras e rachaduras. De acordo com Luiza Lopes, pode ser grande o incômodo para o paciente.

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Foi o que aconteceu com o ator Josh Brolin, que interpreta o vilão Thanos na saga do cinema ‘‘Vingadores’’. Ele usou as redes sociais para alertar seus seguidores sobre o perigo da prática. O ator afirma que sofreu queimaduras na região anal.

“Não faça isso! Eu passaria o dia fazendo compras com a minha família e, em vez disso, estou colocando gelo e passando cremes anti queimaduras por causa da dor”, revelou o ator em uma rede social.

A exposição solar desprotegida aumenta o risco de desenvolvimento de câncer de pele, como explica Elimar Gomes, coordenador do Dezembro Laranja, campanha contra o câncer de pele da Sociedade Brasileira de Dermatologia:

— O melanoma pode acontecer em qualquer lugar da pele e mucosas. Mesmo em áreas não expostas ao sol, como a mucosa oral e genital.

FONTE:FOLHA MAX

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Mulher

Brasileira deu à luz aos 61 anos: qual a idade máxima para engravidar?

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O útero demora mais para envelhecer do que os ovários, o que possibilita uma gravidez após os 60 anos, com óvulos doados

Grávidas não devem consumir álcool durante a gestação, alerta Sociedade de Pediatria de São Paulo

Quanto mais tarde for a gravidez, maiores são os riscos de saúde. (Jupiterimages/ Thinkstock/VEJA/VEJA)

Desde que as mulheres decidiram entrar no mercado de trabalho e construir uma carreira antes de formar uma família, os filhos vêm nascendo cada vez mais tarde. E graças aos avanços da medicina reprodutiva, como a inseminação artificial e a fertilização in vitro, mesmo mulheres na menopausa são capazes de ter filhos.

Esse foi o caso, por exemplo, da auxiliar de enfermagem Ana Maria Portelo Moreira, de 61 anos, de Londrina, no Paraná, que deu à luz na semana passada ao seu primeiro filho. O pequeno Ian nasceu no dia 30 de outubro, após 39 semanas de gestação — tempo considerado normal para uma gravidez. Assim, como muitas mulheres, Ana Maria priorizou os estudos e a carreira durante os seus anos férteis, o que adiou o seu sonho de ser mãe.

E ela não é a única mãe acima dos 60 anos. Este ano, a indiana Erramati Mangayamma, de 74 anos, deu à luz a gêmeas. Em 2016, outra indiana, Daljinder Kaur, de 72 anos, também teve um filho por reprodução assistida. Na Espanha, María del Carmen Bousada Lara teve gêmeos, em 2006, aos 67 anos. “Casos assim se tornarão cada vez mais frequentes nas próximas décadas”, comenta Edson Borges, especialista em reprodução assistida do Fertility Medical Group.

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Isso levanta a pergunta: até que idade a mulher consegue ficar grávida de forma natural ou artificial?

Gravidez tardia

Uma mulher pode conceber de forma natural até os 45 anos, embora a partir dos 38 anos, essa capacidade vá reduzindo drasticamente. No caso da reprodução assistida com óvulos próprios, a idade da mulher também fica em torno dos 45 anos, mas o especialista aconselha que a retirada seja feita até os 30 anos para aumentar as chances de gestação.

A idade está aumentando. Hoje, é mais comum mulheres acima dos 50 anos se submeterem a tratamentos para engravidar.  “Quando o óvulo ou o esperma é doado, como foi o caso Ana Maria, não há limite de idade. “O útero demora mais para envelhecer do que os ovários, o que aumenta a possibilidade uma gravidez acima dos 60 anos”, explica Borges, responsável pelo caso de Ana Maria.

O que vai determinar se a mulher pode ou não passar por um procedimento de reprodução assistida é a sua condição de saúde. Não pode haver problemas cardíacos, ginecológicos e/ou psicológicos. Todas essas avaliações são necessárias, pois uma gestação tardia traz diversos riscos, incluindo obesidade, hipertensão, diabetes gestacional e parto prematuro, por exemplo.

É importante que o útero também esteja funcional, caso contrário, não há como o embrião ser implantado já que não há um ambiente favorável para o seu desenvolvimento. “Por trabalhar na área da saúde, Ana Maria foi cuidadosa com a própria saúde. Os resultados dos exames mostraram que ela tinha capacidade de passar por uma gestação de forma segura”, conta Borges.

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Por causa disso, o especialista recomenda que qualquer mulher que pretenda adiar a chegada dos filhos, mantenha uma vida saudável e realize avaliações ginecológicas periodicamente.

Caso Ana Maria

Em 2013, quando decidiu que estava na hora de ter filhos, Ana Maria entrou na fila de adoção, mas sentiu imensas dificuldades em encontrar uma criança recém nascida, como era o seu desejo. Em 2015, ela recorreu a uma clínica de reprodução assistida.

A jornada para gerar a criança não foi fácil. A primeira tentativa de implantação de um embrião — formado por espermatozoides e óvulos doados — aconteceu no final de 2015, mas a gestação não evoluiu. Outras quatro tentativas foram feitas, mas não foi possível implantar os embriões, pois Ana Maria teve um estreitamento no útero que impediu o procedimento.

“Para fazermos essas tentativas, tivemos que descongelar o material biológico em todas elas. Isso prejudica a qualidade do embrião e reduz as chances de concepção. Felizmente, Ana Maria teve sorte e conseguiu gerar Ian quando finalmente conseguimos implantar o segundo embrião no útero dela”, comentou Borges.

O pequeno Ian nasceu saudável, pesando 3,4 quilos e medindo 47,5 centímetros. Os dois receberam alta do hospital na sexta-feira passada, um dia após o parto.

Fonte:VEJA

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