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Saúde

Obesidade infantil: onde estamos e para onde vamos

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A obesidade é um dos distúrbios nutricionais mais prevalentes entre crianças e adolescentes, em todos os países. Precisamos combatê-la

Houve uma mudança significativa na condição nutricional da população brasileira nas últimas décadas, com ascensão do sobrepeso e da obesidade e declínio do déficit de peso. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre a Pesquisa de Orçamentos Familiares, realizada no Brasil em 2008/2009, revelaram que 33,5% das crianças de 5 a 9 anos e 21,5% dos adolescentes de 10 a 19 anos estavam com excesso de peso.

A obesidade tem origem multifatorial e resulta da associação de fatores genéticos e ambientais, como hábitos alimentares inadequados e estilo de vida sedentário. O fácil acesso a alimentos industrializados com alta densidade energética, o aumento no tamanho das porções (principalmente dos fast foods) e a redução da atividade física contribuíram para a elevação do número de indivíduos obesos no mundo, atingindo todas as idades e todos os níveis socioeconômicos.

As crianças e os adolescentes obesos precisam ser identificados e controlados precocemente. Com o passar do tempo, há piora do grau do excesso de peso e o aparecimento das comorbidades, como alterações do colesterol, dos triglicérides, da glicemia e pressão arterial, além dos problemas psicossociais provocados pelo estigma da obesidade.

Cabe ressaltar que um indivíduo obeso na infância e na adolescência tem grande risco de permanecer acima do peso na fase adulta. Como consequência, pode sofrer uma redução na expectativa de vida por causa do aumento da probabilidade de desenvolver doenças cardiovascularesdiabetes, entre outras patologias associadas ao peso elevado.

Precisamos fazer algo

O aumento expressivo da prevalência de obesidade, a gravidade das suas repercussões, as dificuldades para o seu controle e o alto custo para a sociedade fazem desse distúrbio nutricional um relevante problema de saúde pública, que necessita ser combatido desde a infância.

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A prevenção pode ser feita a partir dos cuidados primários de saúde e o pediatra tem papel de destaque nessa ação. Cabe a ele, por exemplo, fazer o monitoramento do peso e da estatura da criança. Quando verificar aumento excessivo de peso em relação à altura, especialmente se os pais forem obesos, deve realizar uma orientação nutricional com o objetivo de evitar o desenvolvimento da obesidade. O quadro, uma vez instalado, é difícil de ser revertido.

Também cabe ao pediatra a promoção do aleitamento materno exclusivo nos primeiros 6 meses de vida e complementado a partir dessa idade até os 2 anos ou mais, fator que protege contra o excesso de peso. Esse profissional ainda deve orientar a introdução correta dos alimentos complementares, além de observar possíveis distúrbios na relação mãe-filho e na dinâmica familiar. Muitas vezes, o comportamento dos familiares interfere na esfera alimentar da criança e contribui para a instalação e manutenção da obesidade nessa fase.

Por falar em família…

Sua participação ativa é fundamental para propiciar hábitos alimentares adequados, como incentivo ao consumo de frutas, legumes e verduras, e redução da oferta de alimentos com quantidades elevadas de açúcarsal e gorduras. Também é preciso evitar na rotina alimentar da criança a presença de bebidas com baixo valor nutricional e alto valor calórico, a exemplo de refrigerantes e sucos artificiais.

Fazer as refeições com as crianças, ser modelo de consumo de alimentos saudáveis, observar sinais de fome e saciedade dos filhos e não realizar trocas afetivas exclusivamente por meio da alimentação (por exemplo: oferecer guloseimas como forma de dar afeto aos filhos) são outras importantes recomendações aos pais.

A família deve ainda modificar o comportamento sedentário, estimulando a criança a ter um estilo de vida mais ativo. É preciso incentivar a troca do tempo gasto com TV, videogame, computador, tablet e celular por momentos de brincadeiras ao ar livre, caminhadas, passeios de bicicleta, etc. – todas essas atividades com o envolvimento dos pais.

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O papel da escola

As intervenções no ambiente escolar também fazem parte das estratégias para o controle da obesidade infantil, com a vantagem de a escola já possuir uma estrutura organizada e ser possível atingir grande percentual da população a um custo baixo. O tempo de permanência dos alunos nesse espaço é longo e, durante o período, eles fazem de uma ou duas refeições ao dia, durante cinco dias da semana.

Destaca-se ainda o fato de a escola ser um potencial agente de mudança na família e na comunidade onde está inserido. Os modos de intervenção em escolas incluem a introdução no currículo escolar de matérias que forneçam informações sobre saúde, alimentação, nutrição, vantagens do exercício físico; atuação junto às lanchonetes e à merendeira, assegurando maior oferta de alimentos saudáveis; e a promoção de práticas esportivas.

Existem evidências científicas sobre a eficácia de outras medidas, como regulação do marketing de alimentos não saudáveis (principalmente aquele voltados para o público infantil), melhora da rotulagem dos produtos alimentícios, taxação de alimentos não saudáveis, além de mudanças na infraestrutura urbana para promover transporte ativo e aumentar espaços para recreação.

Como dá para perceber, as estratégias para o controle da obesidade necessitam da atuação de toda a sociedade – família, escola, órgãos governamentais, indústria alimentícia, sociedades científicas, mídia etc. O objetivo principal é modificar o ambiente “obesogênico”, que contribui para o excesso de peso em indivíduos geneticamente predispostos.

*Pediatra com área de atuação em Nutrologia e membro Departamento de Nutrição da Sociedade de Pediatria de São Paulo

 

Fonte:*Maria Arlete Meil Schimith Escrivão

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-CORONAVIRUS-

Secretário em MT não resiste e morre de Covid-19

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O secretário de Finanças de Poconé, Acy Antunes, morreu vítima do novo coronavírus na madrugada deste sábado (27). Ele estava internado num hospital particular de Cuiabá há alguns dias.

Por meio de nota, a prefeitura da cidade informou que o exame de Acy havia dado positivo para a Covid-19.

Na nota, a prefeitura destacou o curriculum dele, enquanto servidor público. “Acy Nunes de Siqueira era servidor público estadual aposentado e vinha exercendo o cargo de secretário municipal de Finanças de Poconé desde o início da atual gestão municipal”, diz a nota.

O coronavírius atingiu em cheio a classe política  de Poconé nas últimas semanas. Além de Acy Nunes, a primeira-dama de Poconé, Joelma Gomes da Silva, que é secretária de Assistência Social, Emprego e Renda está infectada pelo novo coronavírus e cumpre isolamento social em casa. Joalene Gomes da Silva, secretária de Planejamento e Administração também testou positivo para a doença.

Além deles, a vereadora Néya de Professor Francioney (PSB), também foi confirmada com a doença.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), até a tarde desta sexta-feira (26.06), Mato Grosso já havia registrado 13.406 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, sendo registrados 504 óbitos em decorrência do coronavírus no Estado.

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Dos 13.406 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, 7.600 estão em isolamento domiciliar e 4.735 estão recuperados. Entre casos confirmados, suspeitos e descartados para a Covid-19, há 216 internações em UTI e 268 em enfermaria. Isto é, a taxa de ocupação está em 91,1% para UTIs e em 32,8% para enfermarias.

Veja íntegra da nota da prefeitura de Poconé:

É com profundo pesar que a Prefeitura de Poconé comunica o falecimento do secretário municipal de Finanças, Acy Nunes de Siqueira, ocorrida na madrugada deste sábado, 27 de junho de 2020. Ele estava internado há alguns dias em um hospital particular da capital (Cuiabá) com suspeita e, posteriormente, confirmação de coronavírus (covid-19). 

Acy Nunes de Siqueira era servidor público estadual aposentado e vinha exercendo o cargo de secretário municipal de Finanças de Poconé desde o início da atual gestão municipal (janeiro de 2017).

FONTE:FOLHA MAX

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-CORONAVIRUS-

MT registra 1.036 mil casos e 31 mortes em 24h; são 476 mortes e 12,6 mil infectados

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) notificou, até a tarde desta quinta-feira (25.06), 12.601 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, sendo registrados 476 óbitos em decorrência do coronavírus no Estado. As 31 mortes mais recentes envolveram residentes de Pontes e Lacerda, Vila Bela da Santíssima Trindade, Várzea Grande, Cuiabá, Rondonópolis, Jaciara, João Ramalho (SP), Canarana, Santa Carmem, Curvelândia e Porto Estrela.

Dentre os 20 municípios com maior número de casos de Covid-19, estão Cuiabá (3.132), Rondonópolis (983), Várzea Grande (968), Sorriso (539), Primavera do Leste (501), Tangará da Serra (445), Lucas do Rio Verde (411), Sinop (333), Nova Mutum (314), Pontes e Lacerda (311), Confresa (287), Campo Verde (282), Cáceres (184), Barra do Garças (183), Campo Novo do Parecis (159), Querência (149), Alta Floresta (135), Nossa Senhora do Livramento (129), Matupá (122) e Jaciara (119).

A lista detalhada com todas as cidades que já registraram casos da Covid-19 em Mato Grosso pode ser acessada no Boletim anexado ao final desta matéria.

Nas últimas 24 horas, surgiram 1.036 novas confirmações no Estado. A área técnica esclareceu que foram corrigidas seis ocorrências de duplicidade no sistema. Além disso, um caso anteriormente notificado em Mirassol D’Oeste foi reposicionado para Cáceres, município de residência do paciente.

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Dos 12.601 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, 7.155 estão em isolamento domiciliar e 4.437 estão recuperados. Entre casos confirmados, suspeitos e descartados para a Covid-19, há 211 internações em UTI e 236 em enfermaria. Isto é, a taxa de ocupação está em 87,9% para UTIs e em 28,9% para enfermarias.

Considerando o número total de casos em Mato Grosso, 50,5% dos diagnosticados são do sexo feminino e 49,5% masculino; além disso, 3.436 pacientes têm faixa-etária entre 31 a 40 anos. O documento ainda aponta que um total de 16.524 amostras já foram avaliadas pelo Laboratório Central do Estado (Lacen-MT) e que, atualmente, restam 1.062 amostras em análise laboratorial.

Os pacientes são devidamente acompanhados pelas equipes de Vigilância Epidemiológica do Estado e dos municípios. Mais informações estão detalhadas na Nota Informativa divulgada diariamente pela SES disponível neste link, a partir das 17h.

Cenário nacional

Nesta quinta-feira (25), o Governo Federal confirmou 1.228.114 casos da Covid-19 no Brasil e 54.971 óbitos oriundos da doença. No levantamento do dia anterior, o país contabilizava 53.830 mortes e 1.188.631 casos confirmados de pessoas infectadas pelo coronavírus.

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Recomendações

Atualmente, não existe vacina para prevenir a infecção pelo novo coronavírus. A melhor maneira de prevenir a infecção é evitar ser exposto ao vírus. Os sites da SES e do Ministério da Saúde dispõem de informações oficiais acerca do novo coronavírus. A orientação é de que não sejam divulgadas informações inverídicas, pois as notícias falsas causam pânico e atrapalham a condução dos trabalhos pelos serviços de saúde.

O Ministério da Saúde orienta os cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o novo coronavírus. Entre as medidas estão:

– Lavar as mãos frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos. Se não houver água e sabão, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool;

– Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas;

– Evitar contato próximo com pessoas doentes. Ficar em casa quando estiver doente;

– Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo;

– Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.

 

FONTE:FOLHA MAX

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