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Saúde

Quanto Menos Você Dorme, Mais Seu Cérebro Envelhece!

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Pesquisadores da Duke-NUS (Escola de Graduação Médica de Singapura) concluíram que quanto menos adultos mais velhos dormem, mais rápido seus cérebros envelhecem.

O estudo analisou os dados de 66 adultos mais velhos chineses. Os participantes passaram por exames cerebrais de ressonância magnética estrutural para medir o volume do seu cérebro e por avaliações neuropsicológicas para testar sua função cognitiva a cada dois anos. Além disso, a duração do sono de cada um foi registrada através de um questionário.

Aqueles que dormiam menos horas mostraram evidências de rápido aumento do ventrículo, e consequentemente declínio no desempenho cognitivo.

“Nossos resultados relacionam sono curto como um marcador do envelhecimento do cérebro”, disse a Dra. June Lo, principal autora da pesquisa.

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Dormir mal definitivamente não é um bom negócio. Outros estudos já mostraram que falta de sono na infância pode atrasar a puberdade, e que o sono é essencial para fixar nossa memória (e com isso consolidar aprendizados). Além disso, más noites de sono nos levam a comer mais e pioram nosso humor. Agora, sabemos também que dormir bem pode ajudar a manter o cérebro saudável.

“O trabalho realizado sugere que cerca de sete horas (de sono) por dia para os adultos parece ser o ideal para um ótimo desempenho em testes cognitivos. Nos próximos anos, esperamos determinar o que é bom para saúde cardiometabólica a longo prazo também”, acrescentou o professor Michael Chee, que também participou do estudo.

Fonte:Natasha Romanzoti, via Hypescience

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Saúde

Obesidade infantil: onde estamos e para onde vamos

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A obesidade é um dos distúrbios nutricionais mais prevalentes entre crianças e adolescentes, em todos os países. Precisamos combatê-la

Houve uma mudança significativa na condição nutricional da população brasileira nas últimas décadas, com ascensão do sobrepeso e da obesidade e declínio do déficit de peso. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre a Pesquisa de Orçamentos Familiares, realizada no Brasil em 2008/2009, revelaram que 33,5% das crianças de 5 a 9 anos e 21,5% dos adolescentes de 10 a 19 anos estavam com excesso de peso.

A obesidade tem origem multifatorial e resulta da associação de fatores genéticos e ambientais, como hábitos alimentares inadequados e estilo de vida sedentário. O fácil acesso a alimentos industrializados com alta densidade energética, o aumento no tamanho das porções (principalmente dos fast foods) e a redução da atividade física contribuíram para a elevação do número de indivíduos obesos no mundo, atingindo todas as idades e todos os níveis socioeconômicos.

As crianças e os adolescentes obesos precisam ser identificados e controlados precocemente. Com o passar do tempo, há piora do grau do excesso de peso e o aparecimento das comorbidades, como alterações do colesterol, dos triglicérides, da glicemia e pressão arterial, além dos problemas psicossociais provocados pelo estigma da obesidade.

Cabe ressaltar que um indivíduo obeso na infância e na adolescência tem grande risco de permanecer acima do peso na fase adulta. Como consequência, pode sofrer uma redução na expectativa de vida por causa do aumento da probabilidade de desenvolver doenças cardiovascularesdiabetes, entre outras patologias associadas ao peso elevado.

Precisamos fazer algo

O aumento expressivo da prevalência de obesidade, a gravidade das suas repercussões, as dificuldades para o seu controle e o alto custo para a sociedade fazem desse distúrbio nutricional um relevante problema de saúde pública, que necessita ser combatido desde a infância.

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A prevenção pode ser feita a partir dos cuidados primários de saúde e o pediatra tem papel de destaque nessa ação. Cabe a ele, por exemplo, fazer o monitoramento do peso e da estatura da criança. Quando verificar aumento excessivo de peso em relação à altura, especialmente se os pais forem obesos, deve realizar uma orientação nutricional com o objetivo de evitar o desenvolvimento da obesidade. O quadro, uma vez instalado, é difícil de ser revertido.

Também cabe ao pediatra a promoção do aleitamento materno exclusivo nos primeiros 6 meses de vida e complementado a partir dessa idade até os 2 anos ou mais, fator que protege contra o excesso de peso. Esse profissional ainda deve orientar a introdução correta dos alimentos complementares, além de observar possíveis distúrbios na relação mãe-filho e na dinâmica familiar. Muitas vezes, o comportamento dos familiares interfere na esfera alimentar da criança e contribui para a instalação e manutenção da obesidade nessa fase.

Por falar em família…

Sua participação ativa é fundamental para propiciar hábitos alimentares adequados, como incentivo ao consumo de frutas, legumes e verduras, e redução da oferta de alimentos com quantidades elevadas de açúcarsal e gorduras. Também é preciso evitar na rotina alimentar da criança a presença de bebidas com baixo valor nutricional e alto valor calórico, a exemplo de refrigerantes e sucos artificiais.

Fazer as refeições com as crianças, ser modelo de consumo de alimentos saudáveis, observar sinais de fome e saciedade dos filhos e não realizar trocas afetivas exclusivamente por meio da alimentação (por exemplo: oferecer guloseimas como forma de dar afeto aos filhos) são outras importantes recomendações aos pais.

A família deve ainda modificar o comportamento sedentário, estimulando a criança a ter um estilo de vida mais ativo. É preciso incentivar a troca do tempo gasto com TV, videogame, computador, tablet e celular por momentos de brincadeiras ao ar livre, caminhadas, passeios de bicicleta, etc. – todas essas atividades com o envolvimento dos pais.

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O papel da escola

As intervenções no ambiente escolar também fazem parte das estratégias para o controle da obesidade infantil, com a vantagem de a escola já possuir uma estrutura organizada e ser possível atingir grande percentual da população a um custo baixo. O tempo de permanência dos alunos nesse espaço é longo e, durante o período, eles fazem de uma ou duas refeições ao dia, durante cinco dias da semana.

Destaca-se ainda o fato de a escola ser um potencial agente de mudança na família e na comunidade onde está inserido. Os modos de intervenção em escolas incluem a introdução no currículo escolar de matérias que forneçam informações sobre saúde, alimentação, nutrição, vantagens do exercício físico; atuação junto às lanchonetes e à merendeira, assegurando maior oferta de alimentos saudáveis; e a promoção de práticas esportivas.

Existem evidências científicas sobre a eficácia de outras medidas, como regulação do marketing de alimentos não saudáveis (principalmente aquele voltados para o público infantil), melhora da rotulagem dos produtos alimentícios, taxação de alimentos não saudáveis, além de mudanças na infraestrutura urbana para promover transporte ativo e aumentar espaços para recreação.

Como dá para perceber, as estratégias para o controle da obesidade necessitam da atuação de toda a sociedade – família, escola, órgãos governamentais, indústria alimentícia, sociedades científicas, mídia etc. O objetivo principal é modificar o ambiente “obesogênico”, que contribui para o excesso de peso em indivíduos geneticamente predispostos.

*Pediatra com área de atuação em Nutrologia e membro Departamento de Nutrição da Sociedade de Pediatria de São Paulo

Fonte:*Maria Arlete Meil Schimith Escrivão

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Saúde

Brasileiros desvendam possível fonte de problemas após cirurgia bariátrica

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Cientistas descobrem que parte do estômago isolada por um dos procedimentos fica em condições propícias ao desenvolvimento de um câncer

Há mais de uma década um grupo de pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) que se dedica a estudar as cirurgias para tratamento da obesidade se inquietava com uma questão: o que acontece com um órgão que fica escanteado e sem serventia dentro do corpo? Melhor explicando: quando se grampeia o estômago de uma pessoa obesa, numa cirurgia bariátrica, e deixa-se uma parte desse órgão sem uso, como será que ele reage?

Depois de anos investigando o assunto, os especialistas do time do professor Dan Waitzberg publicaram, na prestigiosa revista científica Nature, as conclusões inéditas a que chegaram. Eles identificaram que o órgão abandonado, longe de ficar no maior marasmo, abriga uma intensa atividade lá dentro. Só que uma atividade nada bem-vinda para o organismo: o ambiente ali torna-se potencialmente propício ao surgimento de um câncer.

A descoberta, e a descrição pioneira de como isso acontece, foi feita a partir da avaliação minuciosa de 20 mulheres submetidas ao by-pass gástrico, a cirurgia mais utilizada no tratamento da obesidade hoje. As voluntárias passaram por um tipo especial de endoscopia (exame que averigua o estado do estômago) acompanhados de biópsias, antes e depois do procedimento. As alterações descritas foram observadas apenas três meses após a operação.

Entrevistamos três dos 17 autores do estudo: a nutricionista e educadora física Graziela Ravacci, o professor Dan Waitzberg e o endoscopista Robson Ishida, do Serviço de Endoscopia do Hospital das Clínicas de São Paulo, que realizou os complexos exames nos estômagos desativados.

Antes de seguirmos com a nossa conversa, antecipamos um recado: se você já fez ou está considerando fazer uma cirurgia de by-pass gástrico, não entre em pânico. Os cientistas continuam afirmando que ela tem inúmeras vantagens, quando bem indicada, para tratar um problema grave como a obesidade, que aumenta as taxas de mortalidade e a incidência de uma série de doenças como diabetes, infartos, AVCs e inclusive diversos tipos de câncer.

Além disso, mais estudos serão necessários para entender se outros fatores, como hábitos alimentares e estilo de vida em geral, podem atuar junto com as alterações promovidas pela cirurgia, definindo se a pessoa vai, de fato, chegar a desenvolver um tumor. No entanto, o achado da equipe brasileira no mínimo recomenda a realização de um acompanhamento periódico com um gastroenterologista após a operação.

SAÚDE: O estudo de vocês aponta que, após a cirurgia de by-pass gástrico, a parte do estômago que fica fora do processo digestivo (chamada de “estômago excluso”) torna-se um ambiente propício ao surgimento de um câncer. Já é possível saber quanto se aumenta o risco de isso acontecer?

Ainda não. Tem sido observado, ao longo dos anos, o aparecimento de alguns casos de câncer no estômago excluso em pacientes submetidos ao by-pass gástrico. Mas a incidência do problema ainda não é conhecida — possivelmente, tanto pela dificuldade de seguir, a longo prazo, as pessoas que se submeteram à cirurgia, quanto pela dificuldade técnica de avaliar o estômago excluso. Além disso, pode haver uma eventual negligência dos sintomas desse tipo de câncer, como náuseas, vômitos e emagrecimento.

Dessa forma, os casos de câncer gástrico podem, sim, ter sido subnotificados. E isso ajudaria a explicar, parcialmente, a grande variação no tempo de diagnóstico da doença após a bariátrica: entre três e 22 anos. Mas a maior parte dos tumores relatados após o by-pass foram tratados cirurgicamente, em tempo hábil.

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Em 16 das 20 pessoas avaliadas, houve um aumento de processos inflamatórios e a expressão de genes favoráveis ao aparecimento do câncer. Por que isso acontece?

O estômago excluído, após a cirurgia, adquire um formato de bolsa e tomba para baixo. Esse novo formato o deixa  suscetível à bile e também a outros fluidos produzidos na porção inicial do intestino, e pode armazenar uma parte deles.

Na verdade, nosso estudo sugere que as mudanças favoráveis ao desenvolvimento do câncer têm início com a falta de alimentos no estômago excluso, após a cirurgia bariátrica. Isso pode prejudicar o funcionamento do tecido gástrico e reduzir a formação de substâncias protetoras como o muco, uma barreira natural que controla a entrada de bactérias e as inflamações, deixando as células do estômago mais expostas a agentes agressores.

Nesse ambiente desprotegido, o refluxo intestinal aumenta o pH dessa parte do estômago e provoca a proliferação de bactérias que deveriam ser encontradas somente no intestino. Juntos, o refluxo e as bactérias podem se tornar componentes tóxicos para o estômago excluso, desencadeando processos altamente inflamatórios. A inflamação, por sua vez, produz grandes quantidades de radicais livres, moléculas que causam lesões e mortes de células. Por causa desses danos, a regeneração do tecido é ativada.

Ocorre que nosso estudo identificou que parte desse processo de regeneração foi comandada por genes que não são específicos do estômago. Nós observamos um aumento na expressão de genes específicos do intestino e genes classicamente identificados ao câncer. Isso significa que o estômago excluso está perdendo sua identidade e pode estar se programando para parecer um intestino.

O fator mais preocupante de todas essas alterações é o sistema imune ativar um processo chamado de tolerância imunológica, que abre uma janela para tolerar mutações celulares. Isso é fator determinante para o aparecimento e a instalação do câncer.

Por todas essas razões, nosso estudo denomina o ambiente do estômago excluso de pré-maligno. Em longo prazo, ele pode ser considerado solo fértil para o desenvolvimento do câncer. 

O estudo aponta que esse refluxo intestinal já ocorre em pessoas obesas antes mesmo da cirurgia em função do acúmulo de gordura abdominal. O que o by-pass gástrico faz é intensificar o volume desse refluxo. Mas a incidência de câncer de estômago, em pessoas obesas, então já é maior que na população em geral? 

Sim. A obesidade aumenta o risco de cerca de 13 tipos de câncer, incluindo o de estômago. A cirurgia bariátrica reduz o risco de tumores associados a alterações hormonais, mas pode aumentar o risco de câncer no intestino grosso. Nosso achado sugere, agora, que existem condições propícias para o eventual desenvolvimento de câncer gástrico no estômago excluso.

As alterações que tornam o estômago excluso um ambiente propício ao câncer foram detectadas apenas três meses após a cirurgia. O que isso significa?

Indica que os casos de câncer já relatados poderiam ter uma relação de causa e efeito com o bypass. Até o nosso estudo ser realizado, os casos de câncer no estômago excluso foram descritos como uma possível coincidência. Nós demonstramos que a cirurgia pode promover uma reprogramação metabólica e genética do estômago excluso que é propícia para o desenvolvimento do câncer. No entanto, fatores que determinam efetivamente se o câncer vai ou não se instalar ainda não são conhecidos.

Isso pode indicar também que as condições para a incidência do câncer se criam rapidamente após a cirurgia? 

Sim, é possível que as condições se criem rapidamente. Mas o oposto também é verdadeiro. De maneira geral, o câncer é um processo lento e seu aparecimento depende de várias mutações em genes específicos na célula. Essas mutações podem ocorrer ao longo dos anos ou parar em um determinado momento.

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Tudo depende do ambiente em que essas células estão expostas. Quanto mais estressante o ambiente, maiores as chances dessas mutações acontecerem. Se o ambiente estressante for retirado, as chances de desenvolvimento do câncer diminuem na mesma proporção. Por essa razão nosso estudo sugere o acompanhamento periódico do estômago excluso ou mesmo sua retirada.

O estudo de vocês analisou apenas mulheres. Por quê?

Nosso maior público no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP é do sexo feminino. Além disso, para garantir a homogeneidade do estudo e evitar o viés das características biológicas inerentes ao gênero, escolhemos manter apenas mulheres.

É possível saber se o mesmo fenômeno ocorre com os homens ?

Ainda não é possível afirmar, devido à falta de informações na literatura científica. Mais estudos são necessários.

Em termos de implicação prática, os senhores sugerem o monitoramento do estômago excluso após a cirurgia, certo?

O monitoramento do estômago excluso deve ser realizado para diagnosticar condições adversas que possam envolver essa região, como úlcera, gastrite, sangramentos e o próprio câncer. Por isso, é importante o acompanhamento de perto dos pacientes operados por essa técnica por gastroenterologistas.

Como ocorreria na prática esse monitoramento? E a retirada dessa parte do estômago, seria uma opção?

Nosso estudo não está indicando a realização de exame endoscópico e biópsias de forma rotineira para os pacientes operados. A posição anatômica do estômago excluso após a cirurgia torna bastante complexa a avaliação do órgão com exames de imagem e biópsia. Com a endoscopia convencional é muito difícil conseguir alcançá-lo.

Atualmente, com o surgimento da enteroscopia de duplo-balão (EDB), um exame de endoscopia mais especializado, é possível, a depender da habilidade e experiência do médico endoscopista, avaliar o estômago excluso após o by-pass. A Unidade de Endoscopia Digestiva do Hospital da Clínicas da Faculdade de Medicina da USP é um centro de referência mundial no desenvolvimento da EDB. Essa premissa nos possibilitou a obtenção de biópsias para as análises.

Portanto, considerando toda a dificuldade de acesso ao estômago excluso e ao ambiente pré-maligno que ele abriga, nosso estudo também convida os cirurgiões para discutirem a real importância de manter o estômago excluso após o by-pass gástrico. Especialistas de diferentes países com altas taxas de câncer gástrico, como Japão, Coreia e Chile, têm sugerido a retirada do estômago excluso como parte da cirurgia de by-pass.

Os achados da pesquisa podem contraindicar a realização da cirurgia em alguns casos? 

Não. A cirurgia tem inúmeras vantagens quando bem indicada. Seu custo-benefício sempre deve ser analisado. Ainda não sabemos se o estilo de vida e a alimentação podem interferir, ao longo do tempo, no ambiente do estômago excluso, e funcionar como gatilho para o aparecimento do câncer ou mesmo evitar que ele se instale.

Isso pode ser um diferencial nas pessoas submetidas ao by-pass que efetivamente desenvolvem ou não o câncer no estômago excluso. O que nosso estudo alerta é que a cirurgia não pode ser banalizada e utilizada como uma pílula mágica para o alcançar o emagrecimento saudável.

É possível que outras modalidades de cirurgia bariátrica tenham a mesma implicação?

Provavelmente não. A exclusão do estômago e a exposição ao refluxo de fluidos do intestino ocorre somente no by-pass gástrico.

Fonte:Naiara Magalhães

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