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Política MT

Sobre progresso e seu custo…

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Autor:Max Russi

A década de 70 foi o marco do início da exploração madeireira e agropecuária do centro oeste do país. Geração essa que abriu terras e acelerou o progresso do nosso estado de Mato Grosso. Foi uma fase muito importante, com incentivo do governo eu conseguimos desenvolver o “nortão” e regiões fora da baixada cuiabana. Diversas cidades surgiram dessa migração e hoje são polos de produção sem igual. Porém, como tudo na vida, o preço do progresso começa a ser um fardo que temos que, de uma vez por todas, assumir e mitigar.

Hoje não podemos mais conceber a degradação irresponsável do cerrado e Amazônia, as tecnologias estão aí para que o produtor aumente o rendimento sem derrubar mais. Pior ainda é utilizar métodos cujos efeitos colaterais são inaceitáveis. Estou falando do uso das queimadas para limpeza das áreas, que já se provou um desastre pelo eminente risco de perda de controle e se tornar infernos na terra. Milhares de quilômetros de mata já foram perdidas somente esse ano para o fogo. Tem que haver menos burocracia para quem quer produzir, porém, não podemos aceitar práticas irresponsáveis que geram enormes prejuízos ambientais e, no fim das contas, sociais e econômicos. Estamos diante de um quadro global em que para se vender as commodities não se pode desvencilhar o custo ambiental de produção.

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Sinais claros apontam nessa direção. Recentes acordos internacionais fortalecem nossas possibilidades e abrem fronteiras para nossos produtos, mas a imagem internacional do país diante dos problemas com os incêndios interfere diretamente no valor de nossa marca. Afinal, tudo hoje é valorado pela sua marca e imagem. Escrevi um artigo que demonstrava que são possíveis avanços através da industrialização e melhorar todos os índices sociais por meio do crescimento econômico, isso nunca foi mais verdade do que agora.

A mata de pé gera uma infinidade de produtos, tangíveis e intangíveis, por isso a transformação de nossa matriz de produção é vital para que não dependamos da degradação para tirar o sustento. São 25 milhões de habitantes na região amazônica que poderiam estar fazendo parte de um cenário diferente do que vemos hoje. Em nosso estado tenho lutado por essa diversificação e ela está acontecendo.

Mais importante do que sermos só o celeiro do mundo é continuarmos sendo a maior reserva de diversidade natural, de água doce e tantas outras riquezas que estão aqui e é nossa obrigação proteger, inclusive, de nós mesmo, se necessário. Isso não dá direito a qualquer outro país ou líder colocar em xeque nossa soberania. Não devemos abrir mão de nenhum palmo de terra que seja nosso território legítimo, mas sempre tendo em vista a imensa responsabilidade do que temos em nosso poder. Afinal, poder é responsabilidade.

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Max Russi é Deputado Estadual.

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CPI da Renúncia Fiscal retoma as atividades na quarta (4) e mira em fraudes no setor de mineração

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Foto: FABLICIO RODRIGUES / ALMT

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga indícios de sonegação de impostos e renúncias fiscais indevidas em Mato Grosso retoma suas atividades nesa quarta-feira (4). A primeira reunião que abre os trabalhos de 2020 está programada para as 9h na Sala 201 – Oscar Soares, localizada no prédio da Assembleia Legislativa.

Na ocasião, será discutida uma diretriz a respeito da elaboração de um relatório a ser formulado pelo deputado estadual Ondanir Bortolini, o Nininho (PSD), referente ao setor de mineração. No segundo semestre de 2019, foi concluído o relatório da sub-relatoria do setor de combustíveis pelo deputado estadual Carlos Avalone (PSDB).

Uma das descobertas que veio à tona é que somente em 2018, Mato Grosso deixou de arrecadar cerca de R$ 1,9 bilhão por causa da sonegação, o que corresponde a 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual.

“A CPI tem feitos os trabalhos corretamente. E a maior prova disso é que o próprio governo do estado tem adotado providências e se comprometido a aperfeiçoar o combate à sonegação de impostos. Mato Grosso não pode ter a cada ano demandas crescentes em educação, saúde, segurança pública, infraestrutura e assistência social e uma sonegação de impostos ainda mais crescente que impede a entrada de dinheiro em caixa”, disse.

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A CPI da Renúncia e Sonegação Fiscal é presidida pelo deputado estadual Wilson Santos e iniciou os trabalhos no dia 12 de março de 2019. Compõem a comissão, além de Wilson Santos, os deputados Carlos Avalone (vice-presidente), Ondanir Bortolini – o Nininho (relator), Max Russi e Janaína Riva, estes dois últimos na condição de suplentes.

Fonte: ALMT
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Emenda parlamentar no valor de R$ 1,4 milhão garante Escola Militar em Sorriso

Publicado

Foto: JLSIQUEIRA / ALMT

Foto: KATIANA PEREIRA

A Lei Orçamentária Anual (LOA) 2020 do Poder Executivo teve a adição de uma emenda parlamentar de autoria do deputado estadual Xuxu Dal Molin (PSC-MT) que garante o recurso de R$ R$ 1.488.201,42 para construção de uma Escola Militar em Sorriso.

“Tivemos uma audiência pública na quinta-feira (27.2) para debater a construção da nova Escola Militar de Sorriso, que vai ser no bairro Kaiabi. A prefeitura vai doar o terreno e a escola vai ser construída com a emenda que eu destinei. Essa é uma necessidade do município e estamos trabalhando para concretizar. Já é uma realidade. Conversamos com os pais, as mães e vamos fazer o melhor para toda comunidade”, destacou o parlamentar.

Além da emenda para a Escola Militar, Xuxu Dal Molin destinou mais de R$ 7 milhões em emendas parlamentares em diversas áreas. “Saúde e educação são prioridades no meu mandato. Mas também destinamos emendas para infraestrutura e regularização fundiária. O Estado precisa crescer e essas áreas são importantes para atrair investimentos e também gerar renda”, disse.

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A Escola Militar é gerida pela Secretaria Estadual de Educação (Seduc) e tem como objetivo, além de trabalhar os conteúdos programados na grade curricular, contribuir no processo de formação do cidadão. A escola funciona de forma integrada com a Secretaria Estadual de Segurança (Sesp). As coordenações pedagógica, administrativa e financeira da unidade são exercidas por profissionais devidamente habilitados, em consonância com a legislação educacional vigente no País.

Os militares ministram aulas na educação básica, desde que devidamente habilitados para docência nas áreas específicas, conforme os procedimentos para atribuição de classe/aula adotados pela Seduc. A Escola Militar seguirá a matriz curricular da rede estadual.

Fonte: ALMT
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